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Ronco e Apneia do Sono

Ronco e Apneia do Sono

Tradicionalmente, aceitava-se o roncar durante o sono como uma fatalidade intratável. Além disso, como algo banal, inocente, inócuo. A verdadeira face do ronco talvez seja a de um sinal de alerta, de um fator de risco, de um indicador do estado neuromuscular do paciente. Evitar considerá-lo apenas humorístico representa o primeiro passo para o entendimento de sua complexidade.

O fenômeno central para o surgimento do ronco consiste na garganta flácida. O tono dos músculos da garganta se reduz, levando progressivamente ao contato das paredes que gera vibração e o ruído característico. O sono, além de provocar relaxamento muscular, altera a coordenação entre as contrações do diafragma e dos músculos da garganta. Normalmente, a inspiração inicia pelos músculos da asa do nariz e propaga-se pela faringe, laringe e parede torácica, até alcançar o diafragma. Suspeita-se que os roncadores sofram uma perda dessa coordenação herdada geneticamente.

Além disso, fatores anatômicos como obesidade, queixo pequeno, mordida estreita, céu da boca (palato) em formato de ogiva, amígdalas e adenóides aumentadas, em suma tudo que estreite a passagem do ar e facilite o contato entre as paredes da garganta propiciará o ronco.

Tratamento

O tratamento do ronco pode ser bastante simples. Para os casos iniciais, a mudança de posição pode ser suficiente. Uma bola de tênis costurada nas costas do pijama força a pessoa a deitar de lado. Pode ser qualquer objeto que impeça de dormir de barriga para cima, a posição que mais causa ronco. Elevar a cabeceira, com tacos sob os pés da cama soma-se ao efeito da posição. Evitar álcool e refeições lautas antes de dormir pode resolver o problema por algum tempo. Medicamentos e aparelhos descritos no tópico sobre tratamento das apnéias podem ser necessários nos graus mais avançados de ronco.